Jesus, às vésperas de sua morte, reunido com seus discípulos, os chama de amigos, pois lhes “deu a conhecer tudo o quanto ouviu falar de seu Pai” (Jo 15,15). Ele é o Salvador, que veio dar a sua vida por toda a humanidade para nos libertar do pecado. E nessa missão, nos ensinou também a sermos verdadeiros amigos, como Ele foi para seus discípulos.
Diz o Catecismo da Igreja Católica, no parágrafo 609, que “ao abraçar em seu coração humano o amor do Pai pelos homens, Jesus ‘amou-os até o fim’ (Jo 13,11), ‘pois ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos’ (Jo 15,13). Assim, no sofrimento e na morte, sua humanidade se tornou o instrumento livre e perfeito de seu amor divino, que quer a salvação dos homens. Com efeito, aceitou livremente sua paixão e sua morte por amor a Deus Pai e dos homens, os quais Ele quer salvar: ‘Ninguém me tira a vida, mas eu a dou livremente’ (Jo 10,18)”.
Um amigo de verdade é aquele que é capaz de amar como o próprio Jesus. Ele é reflexo do amor de Deus, pois é capaz e dar a vida renunciando a si mesmo pela amizade.
O verdadeiro amigo enxerga além daquilo que é visível aos olhos, ele enxerga com o coração, com o olhar de Deus. Sendo assim, é capaz de compreender nossos defeitos, nossas limitações e até mesmo nossos erros. E acima de tudo, sabe esperar o tempo da nossa conversão. Ele não julga, não nos cobra nada, apenas ama e seu maior desejo é nos conduzir até Deus. Esse amigo é joia rara, é imponderável seu valor, mas os que temem o Senhor o encontrarão. (cf. Eclo 6, 14-16).
Há uma história que diz que certa vez um exército foi para a guerra e no final, depois de muita luta, todos desanimados e derrotados, muitos mortos e outros mutilados, levanta-se um homem, pede permissão ao comandante e insiste para buscar seu amigo. O comandante diz então que não há o que fazer, porém permite sua ida. Chegando ao local encontra o amigo, que segura sua mão e lhe diz suas últimas palavras e morre. De volta ao acampamento o comandante pergunta: “Valeu a pena?” e ele respondeu: “Sim, cheguei a tempo de ouvi-lo dizer: Esperei, pois sabia que você viria”.
Que a amizade, dom de Deus, nos leve a refletir sobre o amigo que somos e possamos pedir a Deus essa graça de sermos amigos de verdade, assim como Cristo, que ao se encarnar no seio da Virgem Maria se fez amigo dos homens.
Fabiano Wagner Ferreira da Silva – Catequista
Antes de tudo devemos compreender uma coisa importante na mensagem do Evangelho.
A mensagem de Jesus Cristo não se resume a esta vida. Ela tem um objetivo maior. A vida eterna.
A partir deste entendimento poderemos entender quando Jesus afirma; NÃO PENSEIS QUE VIM TRAZER A PAZ, MAS VIM TRAZER A ESPADA.
Porque isso?
A Mensagem de Jesus não vem trazer essa paz que a gente entende. Tipo; uma vida sem problemas, nós entendemos a paz como tranquilidade. Mas a Paz que Jesus nos oferece e que ele quer nos dar é muito maior.
É uma paz que faz você viver a serenidade mesmo no meio do maior problema, na doença, na solidão, na dificuldade financeira, na dor de perder alguém que ama.
Essa é a paz de Cristo.
Aí a partir dessa compreensão da paz, da verdadeira paz, você pode entender quando Jesus diz que veio trazer a Espada.
A Espada é aquela arma que divide. Ou seja; esta Espada que Jesus trás para nós, divide o nosso modo de pensar.
Antes de Jesus eu achava que a paz era uma coisa, depois de Jesus eu percebo que a paz é muito mais do que eu pensava.
Aí vamos para a terceira parte do Evangelho; quando Nosso Senhor diz que veio para separar, filho do pai, filha da mãe, nora da sogra. E que os inimigos serão os próprios familiares.
É o seguinte; entenda bem; a partir do momento que você aceitar a mensagem de Jesus, todos àqueles que não aceitam, e que inclusive estão em nossa família, se comportarão como nossos inimigos.
Veja que Jesus diz, não é você que se torna inimigo dos outros por causa do Evangelho, mas àqueles que não aceitam a verdade de Cristo é que se comportarão como inimigos.
Nós que encontramos o amor de Deus não podemos ser inimigos de ninguém. Mas saibamos que; a partir do momento que aceitamos viver o que Igreja ensina, a verdade do Evangelho, automaticamente irão aparecer os inimigos.
E repito, podem ser aqueles que você menos imagina.
Isso é tomar a nossa Cruz e seguir.
Ser perseguido por quem ama e não revidar, ser odiado e continuar amando.
E no final de tudo, agindo dessa forma estaremos sendo como Jesus. Estaremos imitando ele em nossas vidas.
Por isso ele diz no Evangelho. QUEM VOS RECEBE É A MIM QUE RECEBE.
Fabiano Wagner Ferreira da Silva – Catequista
Nosso Senhor Jesus Cristo em suas palavras, nos traz a compreensão de realidades muito mais profundas do que imaginamos.
Nisto se resume a revelação do Evangelho.
Jesus estava falando com as multidões, daí chega sua Mãe, a Santíssima Virgem Maria, e alguém do povo chega até Jesus e diz pra ele que Sua mãe estava ali e seus irmãos estavam ali.
Esta é a atitude de quem não entendeu absolutamente nada do sentido do Evangelho.
Vou explicar; pense.
Como você acha que seriam tratados os familiares de um grande cantor, de um grande artista, de um grande político?
Por exemplo; se um grande artista, alguém muito famosos, estivesse em sua casa e te avisassem que a mãe dele ou algum familiar estava lá na porta do lado de fora chamando.
O que você faria?
Certamente, iria tratar os familiares do artista da melhor forma. Iria tratar eles como se fosse o próprio artista. Não é assim?
A lógica do evangelho é diferente.
Primeiramente; Jesus diz que para ser da família dele, tem que fazer a vontade do Pai, que está nos céus.
Com isso nós podemos perceber duas coisas.
1⁰ Só é da Família de Jesus quem obedece à Deus.
2⁰ Nenhuma Criatura neste mundo obedeceu mais a Deus que a Santíssima Virgem Maria.
Aí tem outro detalhe; o evangelho diz que a mãe de Jesus estava lá fora. Querendo entrar.
Mas não só a mãe de Jesus.
Mas os Irmãos de Jesus.
Aí é justamente nesta passagem do Evangelho que os nossos irmãos Protestantes dizem que Maria teve outros filhos.
Mas não é bem assim. E vou explicar.
Na época de Jesus, eles tinham como irmãos, todos que pertenciam a mesma "família".
Por exemplo; seu primo, sua prima. Seu tio, sua tia. Seriam na época de Jesus, tratados todos como irmãos. Filhos de um mesmo "pai". E este pai lá na cultura dos Judeus. Era o homem mais velho da família.
Ele era considerado o Patriarca da casa.
Não podemos entender a cultura da época tendo por base a nossa cultura.
Na época de Jesus não existia isso que chamamos de Primo, Prima, Tio ou Tia, eram todos da mesma família.
Por isso ela dizem a Jesus, Tua mãe e teus irmão estão aí.
Mas o principal é o seguinte.
Quer ser da família de Jesus?
Então imite a mulher que soube fazer melhor a vontade de Deus.
A Santíssima Virgem Maria que hoje fazemos memória como Nossa Senhora do Carmo.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.
Fabiano Wagner Ferreira da Silva – Catequista
Imagine um lar onde o amor, outrora uma chama ardente, agora é um campo de batalha. Dois corações que juraram lealdade no altar se transformam em rivais implacáveis, competindo não por troféus, mas por quem está "certo" – quem tem a última palavra, quem guarda o rancor mais afiado.
O casamento, esse presente divino, vira uma arena de acusações, silêncios cortantes e orgulho disfarçado de justiça. Eles vivem sob o mesmo teto, mas como inimigos declarados, trocando farpas em vez de abraços, e esquecendo que o verdadeiro inimigo não é o outro, mas a falta de diálogo que os separa.
A Sagrada Escritura nos alerta sobre isso com clareza profética. Em Provérbios 15:1, lemos: "A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira." Que verdade dolorosa! Quando o casal transforma conversas em duelos, palavras duras alimentam o fogo da discórdia, erguendo muralhas onde deveria haver pontes. E em Efésios 4:26-27, São Paulo nos exorta: "Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo." Ah, o diabo! Ele sussurra nos ouvidos, inflando o ego, plantando sementes de dúvida e divisão. Como caricaturas sombrias, esses "demônios" do orgulho nos tentam a priorizar o "eu" sobre o "nós", nos fazendo crer que vencer o argumento vale mais que salvar o amor.
Mas há esperança! Jesus nos chama a um amor sacrificial, como em 1 Coríntios 13:4-7: "O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece... Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta." Pare a competição, amado casal. Sentem-se à mesa, abram o coração e dialoguem com mansidão. Deixem que o Espírito Santo dissolva as trevas da inimizade e reacenda a unidade que Deus planejou.
Se você vive isso, não desista. O diálogo é a chave para transformar inimigos em aliados eternos.
Fabiano Wagner Ferreira da Silva – Catequista
Certamente você já ouviu algo sobre o assédio moral, e mesmo que você não tenha o conhecimento técnico-jurídico possui a noção do que se trata.
Em suma, todas as vezes que há uma força “invisível”, uma pressão sofrida para executar alguma tarefa, ameaças veladas, está presente o assédio moral.
Aqui não venho tratar de casos do ramo do direito.
Mas por incrível que pareça, este mesmo mal está presente no meio eclesiástico.
Particularmente nas Novas Comunidades, onde há casos de todos os tipos de assédio moral.
É preciso explicar que todo assédio moral no meio eclesial está acompanhado de abuso de autoridade.
Esta problemática é latente e posso provar a você com exemplos reais.
Seguem alguns:
Uma pessoa decidiu deixar a vida comunitária de uma certa associação, e o que escutou da “liderança”? < Se você sair irá destruir sua família.>
Um casal membro de uma certa associação, desejava participar do ECC ( Encontro de Casais com Cristo) na paróquia próxima a sua residência, a tal “liderança” os proibiu de fazerem a inscrição, sob pena de desligamento.
Há relatos de jovens que desejavam fazer o EJC ( Encontro de Jovens com Cristo) mas a liderança de uma outra associação os proibiu de participarem.
Jovens se conheciam em uma certa comunidade, desejavam trilhar o caminho de conhecimento no namoro, mas só podiam quando o conselho aprovasse.
Um casal contraiu matrimônio, ganhou a mobília de sua casa, mas não pode ficar com os presentes, foi enviado para uma outra cidade e não pôde utilizar o que havia ganhado de presente de casamento.
Estes são “simples” casos que trago, para que vocês vejam quão danoso é, quando uma pessoa má intencionadas está à frente de um grupo.
Sei que é chocante, e acreditem; tudo isso era feito com o uso do seguinte discurso; É VONTADE DE DEUS.
Que Deus nos livre de tais pessoas, e que os que ainda continuam presos psicologicamente, alcancem a libertação verdadeira.
A Liberdade nos livra do peso, nos garante a possibilidade de ser quem devemos ser.
Fabiano Wagner Ferreira da Silva – Catequista
No mundo de hoje, onde o medo de compromissos eternos assusta tantos corações, a Igreja nos convida a redescobrir a beleza da união indissolúvel do matrimônio católico. Como ensina o Catecismo (CIC 1640), o casamento é um pacto de amor fiel que reflete a aliança eterna de Cristo com a Igreja – "o que Deus uniu, o homem não separe" (Mt 19,6). São João Crisóstomo, nos Pais da Igreja, compara os esposos a Cristo e sua Esposa: um amor que se entrega totalmente, sem reservas, superando provações com graça divina.
Papa São João Paulo II, na encíclica Familiaris Consortio, alerta que o amor provisório não é amor verdadeiro; é a fidelidade "até que a morte nos separe" que constrói famílias sólidas, santuário da vida e base da sociedade. Hoje, fugimos do "para sempre" por receio do sofrimento, mas Bento XVI nos lembra: na cruz, Jesus mostrou que o amor eterno vence o medo, transformando uniões em testemunho de esperança.
Casais católicos, abracem essa aliança! É um chamado à santidade, onde o sim diário, com a graça dos sacramentos, vence o efêmero. Que Maria, Rainha das Famílias, interceda por nós. 💒❤️
Fabiano Wagner Ferreira da Silva – Catequista